cortina verde

Cortina verde
Cortina verde
Cortina verde

Uma bonita solução para quem mora num rés do chão e quer passar despercebido. Ou talvez nem tanto assim.

Rua da Emenda, na Bica.

  • Kyocera, a empresa japonesa, conhecida pelos seus edifícios com cortinas verdes, onde são plantados vegetais que são depois cozinhados na cantina.

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Jardins Abertos 2019 ii

Fui conhecer o grupo de moradores da Rua Cidade de Manchester e o projecto ‘Um jardim a cada porta’. Deu ainda  para plantar umas heras nos canteiros.
Fui conhecer o grupo de moradores da Rua Cidade de Manchester e o projecto ‘Um jardim a cada porta’. Deu ainda  para plantar umas heras nos canteiros.
Fui conhecer o grupo de moradores da Rua Cidade de Manchester e o projecto ‘Um jardim a cada porta’. Deu ainda  para plantar umas heras nos canteiros.
Fui conhecer o grupo de moradores da Rua Cidade de Manchester e o projecto ‘Um jardim a cada porta’. Deu ainda  para plantar umas heras nos canteiros.

Ontem fui passar a tarde no Rua Cidade de Manchester, com os moradores da freguesia (um grupo inspirado no movimento italiano social street), que mantêm nessas escadas o projecto ‘Um jardim a cada porta’. Resumidamente, este grupo conseguiu mover os habitantes daquela rua, para plantarem nas caldeiras das grandes tílias que ali se encontram. Promovem eventos, uma vez por mês, juntam-se para pequenas ou grandes comemorações, criaram um estacionamento de trotinetes (que a cidade tanto precisa), alertam para alguns dos problemas ambientais, consciencializam e educam, não só quem ali mora como qualquer amigos ou simpatizante. No fim, estivemos todos a plantar mais umas trepadeiras e flores.

Quando no ano passado, quando estive em Paris, foi algo que reparei: são poucas as caldeiras das árvores que não estão com outras pequenas plantas ao lado. Quase sempre com pequenas vedações e umas placas a informarem de que planta se trata. Pelo que li na altura, o governo de Paris lançou uma lei que desafia todos os moradores a plantarem mais, tanto nas varandas como no espaço público, hortícolas ou plantas decorativas. O espaço é de todos e todos podem e devem cuidar dele.

Jardins Abertos 2019

Jardim Botânico da Ajuda durante o Festival Jardins Abertos.
Jardim Botânico da Ajuda durante o Festival Jardins Abertos.
Fui ver flores. #jardinsabertos2019
Jardim Botânico da Ajuda durante o Festival Jardins Abertos.
Jardim Botânico da Ajuda durante o Festival Jardins Abertos.
Jardim Botânico da Ajuda durante o Festival Jardins Abertos.
Opuntia com teias 🌵 #jardinsabertos2019

Se há festivais que gosto de aproveitar, em Lisboa, este é um deles. No ano passado, já tinha feito uma rota das hortas urbanas. Este ano, fui conhecer o Jardim Botânico da Ajuda, que nem sei bem como, nunca tinha entrado e estudei seis anos na Ajuda! À noite, fui ver dois filmes-documentários, no Goethe-Institut: Sábios da horta de David Segarra e Eternal Forest de Evgenia Emets (se bem que na programação dizia que iria passar o Utopia Revisitada de Kurt Langbein).

  • Jardins Abertos https://jardinsabertos.com/
  • Jardim Botânica da Ajuda https://www.isa.ulisboa.pt/visitantes/jardim-botanico-da-ajuda
  • Sobre o filme Floresta Eterna, encontrei esta descrição. Deixo-a aqui para não a perder porque fiquei com vontade de ir conhecer essa zona, que pouco ou nada conheço: Este filme foi filmado em junho em Gois, Lousã e Arganil – sobre a questão do desmatamento em Portugal e o relacionamento humano com a floresta. O filme inclui 12 entrevistas com portugueses e estrangeiros que vivem da terra na região, algumas das quais foram afetadas pelos incêndios de outubro em Gois. O filme também faz parte de um projeto maior, que aconteceu em Gois entre maio e junho, com uma exposição de obras visuais e uma experiência sensorial numa das florestas locais que ainda se consegue encontrar, não ardida.

casa nova e três gatos que se odeiam

Adaptações complicadas. Fígaro 😻
Adaptações fáceis. Mecky 😻
Adaptações complicadas

Desde o início do ano, mudei duas vezes de casa. A primeira mudança não chegou a ficar concluída. Recebemos a carta do senhorio e tivemos de procurar nova casa. Voltei para o meu bairro, para uma casa maior e cheia de espaço. Infelizmente, ainda não será aqui que terei um canteiro maior do que cinco ou seis vasos.

Há duas ou três semanas, fui buscar os meus dois gatinhos: o Fígaro e o Mecky. Connosco já estava o Zé. A partir daí, temos tido a casa dividida, tal e qual como aconteceu quando fui buscar o Picos (mas aí foi bem mais dramático). O Fígaro, com os seus quinze (ou dezasseis?) anos, é um gatinho doente crónico com hipertiroidismo e com pouco apetite.

Por cá, ainda falta arrumar muita coisa (demasiada!). Entre mobília que tinha em minha casa, outra que estava casa do Nuno e aquilo que veio comigo da doSEMENTE, não tivemos que comprar muita coisa. Mesmo assim, o OLX mostrou-nos que é uma ferramenta excepcional.

Ultimamente, tenho cozinhado mais, tenho lido mais, tenho pesquisado mais e tenho estudado mais. Apesar de tudo estar a ir muito devagar, sinto-me muito bem cá em casa. Há uns dias, ocorreu-me que precisava de voltar a estudar e, ao mesmo tempo, lembrei-me que ‘também sou’ urbanista.

Janeiro chega ao fim

Domingo de bricolage
Canteiro na varanda
Apanha de espargos selvagens em Mértola.
Apanha de espargos selvagens, em Mértola
Souvenir de Mértola #pãoalentejano
Pão de Mértola
Germinar grão i
Grão germinado
Pelo menos este não come as plantas todas nem brinca com terra pela casa.
Manta nova
Encontro de tricot ii
Encontro de tricot

doSEMENTE Artesanal

Agora que Janeiro chega ao fim, paro para olhar para o que foi este primeiro mês do ano e, por sinal, o último da doSEMENTE Artesanal. E, portanto, não foi um mês fácil.

A meio de Novembro, tomei a decisão de parar um pouco a produção de granola artesanal, ainda sem saber o que iria fazer ao certo. Preparei o Natal e estive em duas feiras. No fim de Dezembro, marquei no calendário o dia 11 de Janeiro, sexta-feira. Assim foi. Ainda preparei as primeiras encomendas do ano e fiz as duas últimas fornadas de granola artesanal. Enviei tudo o que havia a enviar, respondi aos emails do dia a dia e preparei a newsletter que dava como encerrado este feliz capítulo.

Só que não consegui envia-lo logo e comecei a passar os dias entre o sofá e a cozinha, a procrastinar terrivelmente. Pontualmente ia à loja e voltava para casa. Nisto, tive conhecimento de um workshop, fiz as malas e fui passar dois dias a Mértola, onde conheci e aprendi mais sobre redes de comidas (Food Network). Voltei a Lisboa e anunciei o fim da doSEMENTE Artesanal.

A partir desse dia tenho andado num rodopio. Tratar de tudo, finalizar processos, receber algumas propostas, ir a reuniões, ouvir opiniões e receber outras propostas, analisar possibilidades, voltar a ler legislação, perceber o que é possível ou não e tentar chegar a uma solução confortável para mim e para as instalações da doSEMENTE Artesanal. Por vezes sinto como se estivesse a querer manter o cordão, daqueles difíceis de cortar. Outras vezes, acho que é realmente o melhor caminho e abrir as instalações a outros negócios tem toda a lógica. Os próximos dias serão decisivos.


Revisão mensal

Já há dois anos que, em Dezembro, defino as metas gerais e os objectivos para o ano seguinte. E desta vez não foi excepção. Tudo organizado numa folha de excel (já usei o Todoist mas ando mesmo dedicada a simplificar tudo, inclusive as ferramentas).

Assim consigo perceber que as principais conquistas do mês de Janeiro foram:

  • Reaprendi a andar de bicicleta
  • Continuei a meditar em casa de forma bastante regrada (5 a 15 minutos todos os dias)
  • Simplifiquei ao máximo as ferramentas de gestão da doSEMENTE Artesanal
  • Mudei este blog
  • Organizei a confusão que era aquilo que eu chamo de ‘Depósito de ideias’, com a ajuda do Trello
  • Adoptei algo semelhante ao Bullet Journal (mas à minha maneira) para me organizar diariamente e voltei a ter um diário
  • Comecei a ler e a aprender mais sobre a História da Alimentação Mediterrânica
  • Voltei a rever a gramática em inglês e a obrigar-me a escrever em inglês para desenferrujar
  • Fui conhecer o Mercado Biológico do Lumiar, a padaria artesanal Terra Pão e o Cowork do Auchan
  • Relacionado com comida: frequentei o Workshop Food Networks; estive na apresentação do projecto ‘Prato Certo‘; fui ao seminário ‘Cozinha, geografia e mercadoria: a invenção “Dieta Mediterrânica” enquanto objeto patrimonial‘; fui ao debate do Dialogue Cafe sobre ‘Circular Economy & Food
  • Estive também no Encontro de Tricot, onde não tricotei praticamente nada mas falei muito
  • Montei uma pequena horta na varanda, plantei camomila, manjericão e pimentos. O manjerico continua vivo, os coentros a morrer, o abacate não gostou de ser transplantado mas o cebolinho ganhou nova vida.

Assim listado até parece muita coisa ou que mal parei. Não é verdade. Passei demasiado tempo a pensar e a fazer festinhas aos gatos enquanto olhava pela janela. Também houve algumas tarefas e projectos que não aconteceram:

  • Não consegui começar a fazer yoga em casa (mas já imprimi a sequência que aprendi nas aulas de Ashtanga)
  • Cozinhei poucas vezes. Muito poucas mesmo!
  • Apenas fiz quatro posts no blog
  • Tive que parar por uns tempos as redes sociais da doSEMENTE, para me afastar um pouco e decidir melhor sobre a questão do fim ou não
  • Não terminei de ler o livro sobre a História da Alimentação Mediterrânica
  • Li poucos artigos mas guardei muitos no Pocket (shame on me)
  • Não andei de bicicleta tantas vezes como gostaria
  • Nos tempos livres, fiquei muito em casa e pouco na rua a apanhar sol
  • Não terminei as aulas online sobre email marketing

Desafio do mês I

Há um ano, eu e o Nuno decidimos criar os desafios do mês. Inspirei-me no Happiness Project da Gretchen Rubin mas, uma vez mais, numa versão super simplificada e à minha maneira. Talvez por não ter terminado de ler o livro ou por ter achado que iria perder demasiado tempo a montar o projecto, então adaptei-o. Ou seja, o que fazemos é definir um desafio mensal, que na realidade é apenas um hábito saudável que não tenhamos. Pode ir de coisas mesmo simples como ‘beber mais água’, a algo que implique mais organização como ‘planear refeições em casa’. No dia 6 de cada mês, mudamos sempre de desafio. Este ano, começámos com ‘acordar às 7h30 nos dias úteis‘. Só termina dia 5/fev mas vai bem encaminhado.

No ano passado, ali por Abril/ Maio esquecemo-nos complemente dos desafios mas, dos meses que fizemos, alguns acabaram por se tornar mesmo hábitos mais saudáveis no nosso dia-a-dia. E isso foi tão gratificante que acabámos por alinhar em mais um ano. Por exemplo, passámos a usar o fio dentífrico todos os dias, passámos a ler mais vezes os rótulos, a estar mais conscientes do açúcar presente na comida e a reduzi-lo (na realidade, eu já não comia muito açúcar). Sem qualquer tipo de pressão, vamos ver como corre este ano, até porque isto é acima de tudo para nos divertirmos.