falta de ideias

Há uns meses, vi um desafio da Vânia do Made By Choices que achei muito interessante. Na altura quis fazer também mas deixei passar os dias e depois nunca mais me lembrei. Basicamente, consistia em pegar num livro de receitas que tenhamos, escolher três ou quatro e fazê-las a cumprir todos os passos à risca. Desde 2002, ano que saí de casa dos meus pais, que colecciono livros de receitas. A partir de 2004, praticamente só comprei livros de receitas vegetarianas. Hoje em dia raramente lhes dou uso. E desde que mudei de casa, que os livros estão desorganizados de tal maneira que nunca encontro o livro que procuro. Portanto, ainda menos vontade tenho de os procurar ou recorrer a eles quando não tenho ideias.

Como a partir desta semana terei que ser ainda mais organizada com as refeições, decidi dar uso ao quadro das ementas, só que já sinto que não vai ser fácil.

O que cozinhar? Como? Mais um caril? Mais um assado? Outra vez feijão?

Há alturas que sinto uma terrível falta de ideias e, quando decido improvisar na cozinha, fico mesmo com a sensação que ando a comer o mesmo há semanas.

Então antes de entrar nesse registo, decidi fazer o mesmo desafio que Vânia fez em tempos. E assim ainda aproveito para arrumar de uma vez por todas, os livros de cozinha

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quiabos

Há muito tempo que não cozinhava com quiabos. Raramente encontro à venda nas mercearias da minha rua e, hoje em dia, é mais raro ainda ir a uma grande superfície e hipermercados comprar comida. Por isso, fiquei contente quando vi que havia quiabos na primeira cesta da Fruta Feia, após as férias. E quiabos vão bem com… estufados, caril, especiarias. Uns dias depois fiz uma pesquisa rápida, enquanto esperava pelo metro e hoje finalmente cozinhei o caril de quiabos.

Tinha certa de 250g de quiabos, lavei-os, tirei o pé e cortei às rodelas de 1cm, mais ou menos. Como achei que seria pouco, juntei meia beringela aos cubos. Cortei às rodelas finas uma cebola bem grande. Cortei aos pedaços cerca de 500/600g de tomate maduro.

Refoguei a cebola no azeite. Juntei uma colher de chá de cominhos, outra de coentros, uma malagueta, 1+1/2 colher de chá de açafrão, mistura de pimentas e sal. Mexi. Juntei os quiabos e a beringela. Mexi. Após cinco minutos, juntei o tomate e mais um copo pequeno (150ml) de água morna. Mexi e deixei cozinhar tapado durante 15 minutos. Voltei a mexer e ficou mais 10 minutos destapado. Rectifiquei os temperos e desliguei.

Servi com arroz cozido com estrela de anis.

Quando cozinho ao jantar raramente tenho tempo e luz para fotografar, o que é uma pena. Tivesse tido um pouco mais de luz hoje e talvez tivesse terminasse o rolo das férias.

Food ❤ Analog é a minha mais recente obsessão no instagram. Marta Kei.

um ano a meditar

Há um ano, já a antever o derradeiro mês de Agosto, comecei a meditar. E não mais parei. Nos primeiros tempos, até tornar isto num hábito, tive que pôr um alerta no telemóvel. Durante essas férias, houve dias que não me apeteceu nada meditar, mas fi-lo. E por vezes, não ia além dos dois ou três minutos. Nesse verão, para entrar mais no assunto li de uma só assentada o livro A Arte da Meditação (que aconselho muito e foi essencial para criar este hábito).

Na altura, até criei uma lista de livros essenciais a ler sobre meditação mas que não aconteceu. Agora, já nem sei onde tenho essa lista sequer. Acredito que se quiser ler novamente sobre o assunto, hei-de encontrar esses mesmos livros ou outros ainda melhores e que façam mais sentido ainda.

Entretanto, e em jeito de comemoração pessoal do meu primeiro ano a meditar, comecei foi a ler um livro sobre o silêncio. A Arte do Silêncio. Segui a recomendação do Vida Organizada, em Maio coloquei-me em lista de espera na rede de bibliotecas de Lisboa e só agora o livro me chegou às mãos. Melhor timing seria impossível.

Lê-se muito bem e até agora (vou a meio) é bastante leve, sem chegar a aprofundar demasiado. Tenho até feito os exercícios, que no primeiro capítulo são apenas para me ajudar a encontrar alguns momentos de silêncio. Seja com uma actividade física, seja com uma caminhada e sem o telemóvel atrás, seja com um passatempo, seja a tomar atenção aos sons.

Tem sido divertido agarrar no livro e ter o meu momento comemorativo de um ano a meditar. Também estou a pensar oferecer-me a subscrição da app de meditação que uso e um workshop de meditação (sem ser a budista!).

Jardins Abertos 2019 ii

Fui conhecer o grupo de moradores da Rua Cidade de Manchester e o projecto ‘Um jardim a cada porta’. Deu ainda  para plantar umas heras nos canteiros.
Fui conhecer o grupo de moradores da Rua Cidade de Manchester e o projecto ‘Um jardim a cada porta’. Deu ainda  para plantar umas heras nos canteiros.
Fui conhecer o grupo de moradores da Rua Cidade de Manchester e o projecto ‘Um jardim a cada porta’. Deu ainda  para plantar umas heras nos canteiros.
Fui conhecer o grupo de moradores da Rua Cidade de Manchester e o projecto ‘Um jardim a cada porta’. Deu ainda  para plantar umas heras nos canteiros.

Ontem fui passar a tarde no Rua Cidade de Manchester, com os moradores da freguesia (um grupo inspirado no movimento italiano social street), que mantêm nessas escadas o projecto ‘Um jardim a cada porta’. Resumidamente, este grupo conseguiu mover os habitantes daquela rua, para plantarem nas caldeiras das grandes tílias que ali se encontram. Promovem eventos, uma vez por mês, juntam-se para pequenas ou grandes comemorações, criaram um estacionamento de trotinetes (que a cidade tanto precisa), alertam para alguns dos problemas ambientais, consciencializam e educam, não só quem ali mora como qualquer amigos ou simpatizante. No fim, estivemos todos a plantar mais umas trepadeiras e flores.

Quando no ano passado, quando estive em Paris, foi algo que reparei: são poucas as caldeiras das árvores que não estão com outras pequenas plantas ao lado. Quase sempre com pequenas vedações e umas placas a informarem de que planta se trata. Pelo que li na altura, o governo de Paris lançou uma lei que desafia todos os moradores a plantarem mais, tanto nas varandas como no espaço público, hortícolas ou plantas decorativas. O espaço é de todos e todos podem e devem cuidar dele.