Janeiro chega ao fim

Domingo de bricolage
Canteiro na varanda
Apanha de espargos selvagens em Mértola.
Apanha de espargos selvagens, em Mértola
Souvenir de Mértola #pãoalentejano
Pão de Mértola
Germinar grão i
Grão germinado
Pelo menos este não come as plantas todas nem brinca com terra pela casa.
Manta nova
Encontro de tricot ii
Encontro de tricot

doSEMENTE Artesanal

Agora que Janeiro chega ao fim, paro para olhar para o que foi este primeiro mês do ano e, por sinal, o último da doSEMENTE Artesanal. E, portanto, não foi um mês fácil.

A meio de Novembro, tomei a decisão de parar um pouco a produção de granola artesanal, ainda sem saber o que iria fazer ao certo. Preparei o Natal e estive em duas feiras. No fim de Dezembro, marquei no calendário o dia 11 de Janeiro, sexta-feira. Assim foi. Ainda preparei as primeiras encomendas do ano e fiz as duas últimas fornadas de granola artesanal. Enviei tudo o que havia a enviar, respondi aos emails do dia a dia e preparei a newsletter que dava como encerrado este feliz capítulo.

Só que não consegui envia-lo logo e comecei a passar os dias entre o sofá e a cozinha, a procrastinar terrivelmente. Pontualmente ia à loja e voltava para casa. Nisto, tive conhecimento de um workshop, fiz as malas e fui passar dois dias a Mértola, onde conheci e aprendi mais sobre redes de comidas (Food Network). Voltei a Lisboa e anunciei o fim da doSEMENTE Artesanal.

A partir desse dia tenho andado num rodopio. Tratar de tudo, finalizar processos, receber algumas propostas, ir a reuniões, ouvir opiniões e receber outras propostas, analisar possibilidades, voltar a ler legislação, perceber o que é possível ou não e tentar chegar a uma solução confortável para mim e para as instalações da doSEMENTE Artesanal. Por vezes sinto como se estivesse a querer manter o cordão, daqueles difíceis de cortar. Outras vezes, acho que é realmente o melhor caminho e abrir as instalações a outros negócios tem toda a lógica. Os próximos dias serão decisivos.


Revisão mensal

Já há dois anos que, em Dezembro, defino as metas gerais e os objectivos para o ano seguinte. E desta vez não foi excepção. Tudo organizado numa folha de excel (já usei o Todoist mas ando mesmo dedicada a simplificar tudo, inclusive as ferramentas).

Assim consigo perceber que as principais conquistas do mês de Janeiro foram:

  • Reaprendi a andar de bicicleta
  • Continuei a meditar em casa de forma bastante regrada (5 a 15 minutos todos os dias)
  • Simplifiquei ao máximo as ferramentas de gestão da doSEMENTE Artesanal
  • Mudei este blog
  • Organizei a confusão que era aquilo que eu chamo de ‘Depósito de ideias’, com a ajuda do Trello
  • Adoptei algo semelhante ao Bullet Journal (mas à minha maneira) para me organizar diariamente e voltei a ter um diário
  • Comecei a ler e a aprender mais sobre a História da Alimentação Mediterrânica
  • Voltei a rever a gramática em inglês e a obrigar-me a escrever em inglês para desenferrujar
  • Fui conhecer o Mercado Biológico do Lumiar, a padaria artesanal Terra Pão e o Cowork do Auchan
  • Relacionado com comida: frequentei o Workshop Food Networks; estive na apresentação do projecto ‘Prato Certo‘; fui ao seminário ‘Cozinha, geografia e mercadoria: a invenção “Dieta Mediterrânica” enquanto objeto patrimonial‘; fui ao debate do Dialogue Cafe sobre ‘Circular Economy & Food
  • Estive também no Encontro de Tricot, onde não tricotei praticamente nada mas falei muito
  • Montei uma pequena horta na varanda, plantei camomila, manjericão e pimentos. O manjerico continua vivo, os coentros a morrer, o abacate não gostou de ser transplantado mas o cebolinho ganhou nova vida.

Assim listado até parece muita coisa ou que mal parei. Não é verdade. Passei demasiado tempo a pensar e a fazer festinhas aos gatos enquanto olhava pela janela. Também houve algumas tarefas e projectos que não aconteceram:

  • Não consegui começar a fazer yoga em casa (mas já imprimi a sequência que aprendi nas aulas de Ashtanga)
  • Cozinhei poucas vezes. Muito poucas mesmo!
  • Apenas fiz quatro posts no blog
  • Tive que parar por uns tempos as redes sociais da doSEMENTE, para me afastar um pouco e decidir melhor sobre a questão do fim ou não
  • Não terminei de ler o livro sobre a História da Alimentação Mediterrânica
  • Li poucos artigos mas guardei muitos no Pocket (shame on me)
  • Não andei de bicicleta tantas vezes como gostaria
  • Nos tempos livres, fiquei muito em casa e pouco na rua a apanhar sol
  • Não terminei as aulas online sobre email marketing

Desafio do mês I

Há um ano, eu e o Nuno decidimos criar os desafios do mês. Inspirei-me no Happiness Project da Gretchen Rubin mas, uma vez mais, numa versão super simplificada e à minha maneira. Talvez por não ter terminado de ler o livro ou por ter achado que iria perder demasiado tempo a montar o projecto, então adaptei-o. Ou seja, o que fazemos é definir um desafio mensal, que na realidade é apenas um hábito saudável que não tenhamos. Pode ir de coisas mesmo simples como ‘beber mais água’, a algo que implique mais organização como ‘planear refeições em casa’. No dia 6 de cada mês, mudamos sempre de desafio. Este ano, começámos com ‘acordar às 7h30 nos dias úteis‘. Só termina dia 5/fev mas vai bem encaminhado.

No ano passado, ali por Abril/ Maio esquecemo-nos complemente dos desafios mas, dos meses que fizemos, alguns acabaram por se tornar mesmo hábitos mais saudáveis no nosso dia-a-dia. E isso foi tão gratificante que acabámos por alinhar em mais um ano. Por exemplo, passámos a usar o fio dentífrico todos os dias, passámos a ler mais vezes os rótulos, a estar mais conscientes do açúcar presente na comida e a reduzi-lo (na realidade, eu já não comia muito açúcar). Sem qualquer tipo de pressão, vamos ver como corre este ano, até porque isto é acima de tudo para nos divertirmos.

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descobrir as diferenças

Coentros

Fotografia de domingo e de terça. Mais umas semanas e tenho coentros.

Por falar em ervas aromáticas, incrivelmente o meu manjerico de Junho ainda por cá anda. Pela primeira vez, não morreu logo em Julho. E agora até está a florir. Li algures que lhe devo tirar as flores para que dure ainda mais e é isso que tenho feito, todas as manhãs.


Do fim de semana

Vila Rosário na Penha de França. A primeira fotografia tirada em Agosto 2013 e a segunda, no domingo.

rever

Menina da espiga.
Está frio na rua
Está frio na rua

Ontem voltei à loja doSEMENTE, após a euforia do Natal e fim de ano. Fui à biblioteca e passei a tarde a fazer a revisão das minhas metas anuais. É algo que faço há alguns anos. Olho para o ano que passou, faço uma análise rápida do que foi feito, reflicto sobre o que não foi feito e percebo as mudanças naturais que foram acontecendo. Fecho o ano e sigo para o seguinte. Começo por redefinir as áreas que quero tomar mais atenção durante os próximos 12 meses, escrevo as metas (duas ou três por área) e os respectivos objectivos, para que consiga atingir o que pretendo. Foi o que estive a fazer hoje. Não sou demasiado severa nem rigorosa, senão não dou espaço para os imprevistos acontecerem nem para respirar. São apenas linhas de orientação, senão perco-me nos dias e isso dá-me uma terrível sensação de estar a perder tempo.

Quando cheguei à parte relativa à doSEMENTE, escrevi uma única meta para este ano. Talvez até esteja a ser demasiado optimista. Veremos daqui a uns meses.

Depois de anos a fazer listas de objectivos, esquemas e tabelas, cheguei recentemente à conclusão que o mais importante é fazer revisões regularmente dessas listas. A lista em si não importa assim tanto como é feita. Se é dividida por mês ou não. Se inclui um plano de acção. Se atribui tarefas a cada semana. Pode ser só uma lista geral ou algo mesmo muito pormenorizado. Para mim, o maior gatilho para me manter motivada e com o foco nas metas é a REVISÃO. E é exactamente nisso que me quero focar este ano.


No caminho para a biblioteca cruzei-me com uma Menina da Espiga, um tapete e uma manta.

O dia que decidi reaprender a andar de bicicleta

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Entre o Natal e a passagem de ano costumo tirar férias. Desde que tenho a loja doSEMENTE, que geralmente aproveito esse período para reflectir ou tratar de algum assunto que ando a adiar. Este ano não foi excepção. Nesse dia, fui a pé da Alameda até à minha loja. Um caminho que se faz muito bem, os passeios são largos e há ciclovia até à Gulbenkian. Nesse percurso, a pé, decidi que queria voltar a andar de bicicleta. Há mais de quinze anos que não andava, tudo bem que não se desaprende mas perde-se a confiança.

Agora tenho aproveitado os finais dos dias para dar mais umas pedaladas pelas Avenidas Novas. E o Nuno até já diz que se nota a diferença.

andar de bicicleta novamente, depois de quinze anos
O dia que voltei a andar de bicicleta

Em Agosto, meio por acaso, iniciei-me na prática de meditação. O que já me levou a um retiro de um dia no Templo Budista, a uns workshops, palestras e a pensar que queria estudar Budismo. Entretanto desisti da ideia. Requisitei uns livros na biblioteca sobre meditação budista e mindfulness. Mantenho a prática diária sozinha e pontualmente em grupo.

Um mês depois, fui experimentar aulas de yoga. Andei a saltitar entre estilos de yoga até ter descoberto o Iyengar e tudo fez sentido. É um género de yoga terapêutico que me faz ter maior consciência do meu corpo, das posturas (ou melhor, más posturas) e alinhamentos no dia a dia. Actualmente, pratico Iyengar Yoga num estúdio e vou tendo aulas muito pontuais de Ashtanga Vinyasa Yoga para principiantes, com o objectivo de ter uma sequência segura para praticar em casa.

No que diz respeito a desporto e bem-estar estes são os meus objectivos para 2019:

  • Meditação: continuar a minha prática diária e pontualmente em grupo
  • Yoga: continuar nas aulas semanais e voltar a praticar em casa
  • Bicicleta: usar regularmente as Gira e aventurar-me em percursos um pouco maiores até (tudo o que seja acima de 10km já me parece estupidamente longo)